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Atividade física contribui para reduzir os sinais clínicos da demência

A demência é conceituada como qualquer contexto de redução ou alteração das funções cognitivas, associada ou não as patologias cerebrais. E ela pode estar relacionada fortemente ao envelhecimento, em relação ao estilo de vida da pessoa.



Já no contexto fisiológico, o tecido cerebral, é o único que poderá apresentar manutenção da função e crescimento ao longo da vida. Entretanto, mudanças progressivas na vida cotidiana, tem levado a aumento das condições de estresse cerebral, em especial pela mudança e redução do tempo de sono, consumo alimentar que resultará em aumento do perfil inflamatório sistêmico e inatividade física. A associação desses três aspectos, são agressivos ao desenvolvimento e manutenção cerebral.


O que significa que os condicionantes comportamentais mudam muito mais rápido que a capacidade adaptativa fisiológica na preservação de funções e, nesse caso, patologias como a demência e câncer, são observadas.

Portanto, a capacidade adaptativa cerebral, frente a prática regular de exercício está associada ao aumento do fluxo sanguíneo cerebral, promovendo aumento de fluxos químicos do cérebro.


Em função dos efeitos relacionados ao movimento, seja o treinamento de força de endurance, o córtex pré-frontal atua no controle de percepções das ações motoras realizadas, o que promove estímulos cognitivos e comportamentais. Um dos pontos mais significativos associados é que também haverá redução da prevalência das doenças crônicas, todas que forte associação inflamatória. A ação anti-inflamatória promovida pela contração muscular, contribui na manutenção da função cognitiva.

Porém, ainda não está estabelecido a dose de exercício semanal, apresentada em diretrizes científicas, qual a melhor prescrição para reduzir os sinais clínicos da demência, considerando os biomarcadores, alterações cerebrais supramoleculares e moleculares, e as manifestações neuropsicológicas.


Um estudo recente, publicado no periódico Behavioural Neurology, 2020, Nuzum, H et al, demonstrou que acumular 300 minutos de exercícios e atividade física por semana, promoveu efetiva melhora na resposta funcional, qualidade de vida, independência em pessoas com sintomas depressivos. Em outra análise, Jensen, C encontrou que um dos principais benefícios relacionado ao controle da função cerebral, foi associado a redução da glicemia e insulina.


Nesse sentido, o profissional de Educação Física, ao considerar esses indicadores séricos, contribuirá na preservação da saúde mental. Partindo desta premissa exercícios de força, na musculação, por exemplo, sustenta a hipótese de que o volume semanal de treinamento de força, buscando a resposta hipertrófica será uma importante decisão na prescrição de exercício, especialmente com frequência semana de três vezes na semana, somando 16-24 séries por grupo muscular, com atenção aos exercícios multiarticulares.


Fonte: Fitness Brasil.

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